quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

American Horror Story - Asylum

E minha linda maratona de American Horror Story continua, ou pelo menos até a terceira temporada porque alguém (Cof, cof, Netflix, cof, cof...) ainda não atualizou as temporadas da série. Mas isso não me impede de trazer a quase resenha da temporada seguinte, Asylum.


Caso você não saiba como a série funciona ainda basta seguir o link do post sobre Murder House, lá eu explico tudo direitinho.

Asylum se passa na Briarcliff Mental Institution e segue os personagens que vivem lá. O ano é 1964 e vários atores da primeira temporada seguiram para esse enredo. Jessica Lange continua na série agora com a personagem Irmã Jude Martin, Evan Peters segue com o personagem Kit WalkerSarah Paulson como Lana WintersZachary Quinto que teve uma participação menor na temporada anterior se torna regular com o personagem Dr. Oliver Thredson e Lily Rabe como Irmã Mary Eunice Mckee e novamente eles dão um show de atuação.
Embora Murder House continue sendo minha temporada favorita, Asylum foi simplesmente sensacional. O terror psicológico e inteligente seguiu esta temporada que passa um bom tempo em 1964, mas conta com cenas no tempo presente que trazem o horror e as consequências do ocorrido naquele tempo em Briarcliff. Só de olhar este lugar por mais de dois segundos você já pega o horror que se passa lá, mas todos fecham os olhos graças a fachada de ser um local que cuida bem das pessoas com supostos problemas mentais de forma que tenta os preparar e os "concertar" para que um dia eles voltem ao mundo normal.
Na real nada disso acontece lá dentro. Tudo é levado a mão de ferro pela Irmã Judy que não trata os pacientes do melhor jeito possível, na verdade os trata de forma cruel na maioria das vezes. A personagem de início é bastante incômoda pela forma como trata todos os residentes da Briarcliff, mas conforme conhecemos melhor sua história e cada motivo que a levou até ali, Jessica Lange e os roteiristas conseguem nos fazer criar até mesmo certa empatia pela personagem que tem um dos finais mais lindos que eu já vi em uma série.
A série balanceou o humano com o sobrenatural de forma sensacional e teve até possessão demoníaca, e que possessão sensacional. Todos os envolvidos desde o ator que interpretou o personagem até a maquiagem e a escolha de filmagem merecem um parabéns eterno. Só vi uma possessão tão boa e tão realista assim em Penny Dreadfull até então, mas AHS conseguiu fazer algo tão ou mais incrível do que PD.
Zachary Quinto, sou fã do trabalho desse cara já faz muito tempo, e nessa temporada ele com certeza não decepcionou. Não vou falar muito para não passar spoilers, mas você nunca vai esperar o que acontecerá com esse cara, ele fez um papel incrivelmente aterrorizante e bondoso, duas versões que ele conseguiu interpretar maravilhosamente bem e com isso surpreender com a reviravolta que os roteiristas planejaram. Evan Peters novamente merecendo todos os prêmios do mundo com um personagem doce, gentil e amável que com toda certeza não merecia estar naquele lugar.
E mesmo que seu plot tenha envolvido algo surreal como alienígenas e tenha me feito sofrer sem entender que merda estava rolando durante boa parte da temporada, o fato de que ele e sua esposa Alma foram baseados em um casal real que deu o primeiro testemunho detalhado sobre alienígenas na história deixou o plot mais interessante e bastante aceitável até. Uma coisa que acho incrível dessa série é esse fato de que eles pegam algo real e brincam com isso no roteiro, o resultado é sempre incrível. Ainda não me desceu completamente todo esse caso de alienígenas, mas o episódio final fechou cada detalhe tão lindamente que eu não tenho o que reclamar.
Por ser de um tempo mais antigo nós vemos assuntos como o homossexualismo sendo tratados de forma horrível e totalmente perturbada, mas muito fiel ao que ocorria de fato naquela época com quem tinha tendências homossexuais. Nesse enredo Sarah interpretou Lana, e ela fez uma personagem que surpreende do início ao fim, tanto para o bem, tanto para o mal.
Lily Rabe então... Que atuação sensacional. Essa mulher é uma das melhores atrizes que eu já vi em toda a minha vida e espero um dia poder conhecê-la pessoalmente só para poder dizer isso para ela. E que a Jessica Lange esteja junto, amém!
O tema dessa temporada é com certeza mais perturbador do que o da temporada anterior, e de início a temporada começa bastante morna, mas a partir dos episódios 5 e 6 minha nossa... Foi cheio de explosões e surpresas sensacionais. O roteiro mais uma vez foi surpreendente e extremamente inteligente, trabalhou temas bastante sérios e polêmicos tanto para aquela época, tanto para a nossa época e conseguiu manter o nível de Murder House com poucos detalhes menores na produção.
O visual da série continua incrível, o tema novo trás um ar mais sombrio ao visual, mas tudo foi simplesmente incrível. Inclusive a cena final do último episódio da série é uma das coisas mais assustadoramente incríveis que eu já vi.

Cinco borboletas - Eu realmente amei esse livro/filme/série!

O formato dessa série é diferente não apenas na divisão das temporadas como também no formato geral de cada episódio e preciso dizer, não decepcionou. Novamente nós temos aquelas milhares versões de uma mesmo acontecimento em que só achamos a resposta vários episódios a frente e aquilo te pega desprevenida de todas as formas possíveis. Surpreendente como Murder House do início ao fim, e com personagens tão bem trabalhados quanto os da primeira temporada, Asylum manteve o nível e conseguiu fechar cada assunto que iniciou da forma mais incrível possível.
Já aviso para quem não conhece a série completamente que essa temporada é mais pesada que a primeira, talvez não exatamente visualmente, mas de forma psicológica você precisa estar preparado para não enlouquecer com todas as informações e a intensidade de como elas são apresentadas a você.
Com reviravoltas incríveis, um roteiro extremamente inteligente, atuações maravilhosas e um visual incrível essa série merece completamente sua atenção. E também quero parabenizar os responsáveis pela maquiagem dessa série também porque meu Deus, vocês foram sensacionais.
Com alienígenas, polêmica de homossexualismo, racismo e questões religiosas essas temporada poderia ser uma bagunça, mas de forma genial conseguiu ligar cada ponto ao seu local certo e surpreender do início ao fim sem tirar nem por. Com certeza é uma temporada que vai ficar para sempre gravada em minha mente, assim como a bendita música Dominique, ela era obrigatoriamente tocada todos os dias na Briarcliff o tempo inteiro e o refrão "Dominique Nique Nique" fica gravado na sua mente de forma mais forte do que aquela música do OMI que você pode nem saber o nome, mas sabe o refrão de trás para frente. Sério, assistam essa temporada e depois venham cantar comigo esse refrão porque eu não aceito sofrer sozinha.



A abertura foi tão bonita e assustadora visualmente como a primeira e com certeza já está na minha lista de aberturas de séries favoritas. Aquela estatua mudando de expressão no final é aterrorizante.
E se você que está lendo essa postagem ainda não assistiu AHS, corra para assistir porque vale muito a pena. E se gostou desse post não esqueça de deixar seu comentário para que eu saiba que devo continuar com o especial e falar sobre a terceira temporada, Coven, em breve por aqui.

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