sábado, 21 de novembro de 2015

Isto Não é Uma Resenha - Marcada - House of Night #6

Olá pessoas! Li Marcada, o primeiro livro da série House of Night, faz bastante tempo e disse que ia ter post sobre por aqui, mas acabou que eu não pude criar o post naquela época por alguns contra-tempos. Hoje porém, não vou mais prometer nada e sim cumprir. Hoje o Isto Não é Uma Resenha é todinho sobre o primeiro livro da série, Marcada.



Confesso que ainda não continuei essa série, mas que um dia pretendo, embora esse não tenha sido meu livro favorito.

 Marcada é o início da saga da personagem Zoey Montgomery (Mais para frente muda seu sobrenome para Redbird.) que é a típica adolescente de livro estilo Hush Hush. Zoey é marcada pela deusa Nyx que é como a deusa da noite, e no enredo isso quer dizer que ela tem que se mudar para a House of Night e passar pela transformação de vampira lá. E esses vampiros são bem diferentes.
Existem várias versões de vampiros por aí a fora na literatura, na TV e no cinema, e os vampiros dessa série são bem legais.
Nessa série os vampiros já são conhecidos pelos humanos já que cada um deles tem várias tatuagens pelo corpo que são parte de sua espécie.


Os vampiros adultos (Especificamente os Rastreadores.) podem ver um adolescente que está para se transformar e assim eles marcam essa pessoa com o símbolo da primeira fase da lua, e conforme vão se transformando a lua vai se preenchendo. E isso demora aproximadamente quatro anos, o tempo em que devem passar na House of Night para aprenderem a viver como vampiros.
Mas o corpo pode rejeitar a mudança e a pessoa pode então morrer, mas faz parte, sempre tem um perigo em transformações sobrenaturais.
Supostamente eles são conectados com a rainha de tudo que é a deusa Nyx, e cada um deles tem seus poderes que são puxados da deusa. Então no enredo todos os poderes que cada vampiro tem individualmente a deusa Nyx tem todos.


Por exemplo, eles podem ter afinidades com os elementos (Ar, fogo, água, terra e espírito, o que é parecido com o vampirismo na versão de Vampire Academy.), podem ter visões do futuro, ler pensamentos. Fico imaginando a Nyx com todos esses poderes chegando na Terra e derrubando forninhos.
O conhecimento dos humanos da existência dos vampiros já foi trabalhado em True Blood, Marcada tem até um quê de se parecer com o como o As Crônicas de Sookie Stackhouse foi escrito, mas é mais leve em algumas cenas já que os personagens são adolescente bobões e não adultos em contato com vampiros.


Gostei do total da mitologia do livro e também gostei do enredo. Pareceu um tanto vazio em certos ângulos, mas a explicação dos vampiros foi bem interessante.
É interessante que a Zoey tenha sido a escolha de personagem para protagonista já que ao ser marcada tem toda aquela situação de rejeição de sua família já que eles são muito religiosos, e também a rejeição total da sociedade já que os vampiros não são muito bem aceitos pelo mundo.
A única pessoa que a aceita é sua avó, que aliás é um amorzinho de pessoa. Já a mãe da Zoey cansa a minha existência aceitando tudo o que o novo marido dela diz que é certo, vamos ser melhores né pessoa, nível baixo esse seu viu. Tenha opinião própria. Isso sem falar que o novo marido dela é um bosta.
Zoey é até interessante e é legal vê-la passando por tudo em sua transformação de vampira, sofrendo na mão das mais antigas alunas da House of Night e arrumando um jeito de lidar com isso. E que jeito! Ela lida muito bem com o ocorrido, mas sempre tem um quê (Pelo menos até pouco antes do final do livro.) de querer fugir dali.


Mas ela ainda é uma típica adolescente de livro adolescente que ao mesmo tempo em que é toda cheia de moral de fazer o certo, está sempre fazendo merda e depois se sentindo culpada por isso. Ela encara as coisas e eu gosto disso, mas sei lá, ela não é exatamente uma personagem muito cativante, interessante, mas pisa na bola ás vezes.
O livro em si tem uma mitologia interessante e a ideia é boa, mas trabalhou com muitos estereótipos e clichês. E embora tenha gostado da narrativa irreverente escolhida pelas autoras, ás vezes não conseguia engolir o que aparecia, não por ser muito surreal porque não foi. Foi incrível, mas sei lá, faltou alguma coisa. Foi interessante como criaram a estória da protagonista, dando ela certo conhecimento sobre as coisas que mais para frente precisaria mesmo saber, isso a deixou mais aberta ao público de ser acreditável, mas ainda senti um certo vazio.
O livro foi escrito por mãe e filha e tem outras onze continuações. Os direitos já foram vendidos para o cinema, porém não tem nada por perto em produção. E eu acho que esse livro se sairia melhor com uma série, principalmente tendo tantos livros para adaptar.
Três borboletas - Gostei, mas não foi meu favorito.
A crítica a sociedade presente no livro é incrível, mas acho que em certos momentos poderia ter sido usada para algo mais interessante.
Zoey terminou o livro se sentindo finalmente em casa, mas também senti que ela ainda é ligada ao seu passado e que isso ainda dói. Espero que trabalhem isso nela e que a personagem não se perca, porque o que foi apresentado em Marcada com certeza tem potencial para ser algo incrível.
Um bom livro com críticas a sociedade interessantes e um enredo inteligente e legal, mas que em certos momentos não passou a emoção que deveria passar. Gostei da Zoey e de seus amigos, mas não o suficiente para continuar lendo imediatamente a saga.
Marcada é um diferente meio igual, vale a pena a leitura, mas não entrou pro meu TOP 5 de favoritos.


A edição está linda. Já lançaram uma versão nova de todos os livros que é tão linda ou mais linda ainda do que a que tenho, mas eu amo a capa normal e preta. E essa é uma das poucas situações em que a capa brasileira é mil vezes mais bonita que a capa original.
A diagramação é bem simples, mas está linda.
É um bom livro para passar o tempo, e com uma mitologia legal, curti bastante a versão de vampiros desse livro.
Mas o importante mesmo é que porque a Zoey foi marcada ela não precisou fazer a prova de geometria. 



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