quarta-feira, 19 de março de 2014

Sir Arthur Conan Doyle: Não é tão simples assim.

Olá estrelinhas! Hoje trago uma raridade ao blog, a única entrevista áudio visual existente com Sir Arthur Conan Doyle, o escritor dos contos originais de Sherlock Holmes. A entrevista foi feita três anos antes de seu falecimento e conta com toda a dramatização de um bom filme antigo, e ainda um companheiro cachorrinho fazendo um bico nos 10 minutos de entrevista.
Assista está entrevista maravilhosa, e pena, tão curta e pouca explicativa:



Conan Doyle tinha suas crenças, assim como suas ideias fixas, e mesmo em pequenos pontos em cada uma de suas estórias conseguiu passar tudo o que acreditava criando um personagem que vive até hoje, e ainda vai viver por muitos outros anos. Mas, acredito que ele gostaria de ser lembrando não apenas por seus contos de Sherlock, como também pelos seus trabalhos sobre o Espiritualismo que se dedicou tanto e amou tanto. (De forma ás vezes um tanto focada demais, até.)
É divertido saber que alguns achavam que Sherlock era realmente um ser real e não apenas um personagem, e muito interessante saber suas origens, e assim como comentei em alguns lugares, se você observar o suficiente, verá o que ele via.
Arthur não escreveu apenas literatura criminal pelo o que foi conhecido. Alguns anos depois publicação do primeiro conto de Sherlock Holmes, logo após a morte da esposa, do filho, do irmão, de seus dois cunhados, e de dois netos após a primeira Guerra Mundial, suas pesquisas se tornaram sua vida onde se apoiou no espiritualismo e publicou sua série que foi iniciada com "A Nova Revelação", enfrentando todos os que não acreditavam no fato e falando sobre sua certeza no assunto de que espíritos e fatos paranormais eram de reais, e não em apenas um livro, e sim em uma série, Doyle expressou em seu trabalho os fatos que ia descobrindo durante sua vida, como o mesmo disse em seu vídeo. Em 1921 reproduziu em uma obra teorias sobre a natureza e a existência de fadas e espíritos.
Foi apenas em 1887 que Sherlock Holmes surgiu em seu primeiro conto publicado em uma revista (se não me engano era uma revista (?) chamada Beeton’s Christmas Annual), Um Estudo em Vermelho. Holmes era parcialmente baseado em seu professor de sua época na universidade, Joseph Bell a quem escreveu: É mais do que certo que é a você a quem eu devo Sherlock Holmes… Com base no centro de dedução, na interferência e na observação que ouvi você inculcar, tentei construir um homem.
Uma grande pena é que com o sucesso de Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle não soube lidar muito bem com isso, inclusive, no vídeo acima isso fica bem claro, e logo sua ideia trouxe a queda de Reichenbach no breve conto The Final Problem. Em uma carta a sua mãe Conan Doyle disse: "Acho que vou assassinar Holmes… E lhe dar fim de uma vez por todas. Ele priva minha mente de coisas melhores.".
E após o infelicidade dos fãs com este final péssimo e trágico, Holmes voltou em A Casa Vazia, explicando que apenas Moriarty havia caído, e que então Holmes se manteve na "fake death" por ter inimigos muito perigosos.
Por seu envolvimento com o Espiritismo, uma das únicas coisas que vendo sua história me fazem acreditar que o manterem vivo apos perder tanto, As Aventuras de Sherlock Holmes foi proibida na União Soviética em 1929 por suposto ocultismo. A proibição foi retirada mais tarde. O ator russo Vasily Livanov recebeu mais tarde uma Ordem do Império Britânico por sua interpretação de Sherlock Holmes.
Conan foi um amigo do mágico Harry Houdini por um longo tempo, mas após a morte da mãe de Houdini (se recebi as informações corretamente, se falar algo errado, me corrijam nos comentários por favor), Conan Doyle já estava convencido de que o próprio Houdini possuía poderes sobrenaturais, um ponto de vista expressado em O Limite do Desconhecido. (Mesmo que Houdini insistisse que os médiuns da época faziam truques de ilusionismo - e buscava expor tais médiuns como fraudes) Aparentemente, Houdini não foi capaz de convencer Conan Doyle de que seus feitos eram simples ilusões, levando a uma amarga e pública quebra de relações entre os dois.
Conan Doyle tinha uma mente brilhante, mas em minha opinião tomou muitas decisões erradas movido a emoção de perder tantos e ser o último a realmente ir embora da Terra. Ele queria mudar o mundo, e tentou fazer isso da forma que podia, acabou não sendo exatamente como queria, afinal, não são seus fatos do espiritualismo ou sua crença em teorias de fadas que continuam na boca do povo em 2014, e sim, o detetive que acredito que em alguns momentos ele preferia não ter inventando, Sherlock Holmes, pois claramente embora isto tenha o dado uma vida financeira melhor e tenha sido seu trabalho por anos, essa não era a forma como Arthur Conan Doyle gostaria de ser lembrando.
De qualquer forma, espero que ele saiba que criou um dos melhores e mais incríveis personagens de toda a história do universo, então, obrigada Sir Arthur Conan Doyle, e espero que agora esteja com sua família que sei que deve ter amado muito, e quem sabe com algumas fadas que cuidarão dele e seus amados.
Uma raridade em vídeo muito interessante de ser compartilhada com os demais.
Um grande autor, uma pena que alguns seres não são imortais - embora duvide que ele aceitaria ser imortal se fosse possível. Gostaria muito de tê-lo o conhecido e conversado não apenas sobre seus contos, como também sobre suas crenças e informações. E também sobre futuras obras e pesquisas que um dia ele gostaria de publicar.
Mesmo que fosse óbvio que Conan Doyle estivesse agradecido por tudo o que Sherlock Holmes o proporcionou, também era óbvio que nunca foi seu plano fazer sucesso justamente com estes simples contos e sim com suas pesquisas sobre o Espiritualismo, mas neste vídeo mesmo após tudo isso podemos ver que acima de tudo Conan Doyle estava feliz e gostaria que ele soubesse que não apenas eu, como milhares de fãs deste detetive um tanto incomum agradecemos por ele ter criado um personagem tão incrível que mudou a vida de milhares. Bem, espero que ele saiba.
Por hoje é só, espero que tenham gostado desse curto post que acabou sendo minha opinião sobre o autor que criou um dos meus personagens favoritos, e espero vocês no próximo post.
xx
Stephy.

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