quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Uma fada metida a Papai Noel #Introdução

Lembram que disse que ia escrever um conto de Natal? pois bem, a introdução do conto começa agora.
Segue a lista de quando as partes seguintes serão postadas:

Introdução: 21/NOVEMBRO
Parte 1: 29/NOVEMBRO 
Parte 2: 06/DEZEMBRO
Parte 3: Final: 23/DEZEMBRO
(As datas podem ser mudadas. Para antes, ou depois das que já estão aqui.)

Uma fada metida a Papai Noel #Introdução

Era noite em Londres, estava cansada de toda a bagunça que as fadas faziam tentando ajudar o Papai Noel. Bem, não era o Papai Noel e sim o esposo da fada mãe que gostava de presentear as fadas mais novas do povoado. Qual é, você não acreditou que era o Papai Noel mesmo né? Nossa, e eu achando que era a ilusão total do povoado.
A neve caia cuidadosamente do lado de fora da janela enquanto observava fadas vestidas de renas e outros bichinhos que não me lembrava o nome, finalmente noite de Natal.
Estava sendo meio ranzinza em ficar dentro de casa em vez de ajudar, mas, só fiz isso por um pequeno - quase grande - motivo, não me deixaram presentear as crianças. Podia presentear as fadas, mas, não podia presentear as crianças de New York. A fada mãe amaldiçoa o dia em que fui lá, desde o dia em que isso aconteceu, pofht, tive a ideia de ajudar as crianças de lá e infelizmente, foi proibida de fazê-lo.
Qual a graça nisso? Vejo crianças fadas por todo o lado e nenhuma delas precisa de brinquedos ou roupas de frio, todas tem pai e mãe, não estou brincando, todas tem. Como não saímos do nosso ciclo de proteção nada de ruim acontece conosco, então, sempre temos nossos pais.
Claro que fazia parte disso. Porém, meus pais estavam fora, em uma missão de fada – provavelmente se atrasaram enquanto trocavam beijinhos, típico deles.
Algo que humanos não tem e fadas tem até demais: união. Mas, nós fadas temos certos problemas em ajudar humanos. Principalmente em certas datas do ano.
As encarregadas do Natal de fada nunca deixam ninguém ajudar ninguém com nada que tenha haver com isso, humanos estão proibidos na época de Natal. Humanos, e fadas terrenas. As tão aclamadas fadas sem asas, sempre levam nossas melhores fadas para o lado obscuro da força, e claro, ficamos sem asas igualzinho a eles.
Nesse momento posso tirar e por minhas asas com mágica, assim posso ir para a escola normal - se assim decidir - e estudar os humanos para mais pra frente fazer parte do conselho de dificuldades.
O conselho de dificuldades prepara as fadas para o que vão passar caso queiram fazer parte do mundo normal, caso escolha isso no final do meu último ano na escola de fada vou poder ir morar em New York, lá tem um prédio muito grande que tem brilhos á noite, não me lembro o nome, a, sim, o Empire State. As fadas trabalham lá, claro que os humanos não sabem disso, assim como também não sabem que somos donas de muitas lojas de doces conhecidas. Sim, fadas fazem doces como ninguém. Ao pensar nisso percebo o duplo sentido da frase, fadas podem fazer doces como ninguém, ou fazer doce como ninguém. Palavras estranhas. Dou risada sozinha em minha cabana.
A ideia de ir ao mundo normal, atravessar à barreira das fadas antes da meia noite e levar presentes as crianças era tentadora, mas, para isso precisaria sair de Londres com algum feitiço e ir a New York. Lá as fadas não me pegariam se algo desse errado.
E isso significa ultrapassar o ciclo de proteção.
Tinha meus poderes, o feitiço para esconder as asas, um gorro de Papai Noel extremamente ridículo e tinha a melhor oportunidade de todas. Era á hora de atacar.
Levantei-me o mais rápida que pude e guardei minhas asas jogando uma jaqueta azul por cima de tudo, aquilo incomodou no inicio, mas, logo tudo ficou bem.
Sorri abrindo a porta e saindo por trás dos vários bonecos de neve em frente a minha casa. Deixei as luzes acessas e até mesmo a lareira queimando. Era agora ou nunca.
Estava á frente da divisão do ciclo de proteção e mágica dos países vizinhos, passar ali pensando em New York me levaria até lá mais do que depressa. Meus cabelos loiros batiam fortemente contra meu rosto por culpa do vento, a touca de Papai Noel voou longe, assim que fui atrás dela levei um tombo a segurando com a mão esquerda, passei sem querer pela divisão do ciclo e logo vi as luzes da cidade. Estava no chão olhando para o Empire State, finalmente livre, a apenas dois passos das crianças que precisavam de mim, e a apenas dois passos de perder as minhas preciosas asas.
- Deixe-me ajudá-la. – um rapaz sorridente disse. Esticou a mão e me ajudou a levantar.
Tinha olhos azuis brilhantes e cabelos escuros, tão escuros quanto à noite no meio da floresta negra – também proibida para as fadas, a não ser em caso de fuga de monstros ou missões.
Era ali, sorrindo para um estranho que minha jornada começava.
- Obrigada! – disse sorrindo de orelha a orelha, devia estar parecendo uma idiota.
- Bem vinda a New York. – ele disse calmamente beijando a palma de minha mão, sorri mais ainda observando o estranho sumir entre a multidão de pessoas.
Que a minha missão não autorizada, comece.

***

Vejo vocês dia 29 com a primeira parte do conto.
xx
Stephy.

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